Reflexões sobre a dialética do atraso no capitalismo
DOI:
https://doi.org/10.15665/encuent.v18i3.2130Resumo
As crises estruturais dos últimos tempos reacenderam a questão do que é considerado moderno nas sociedades. É um debate histórico, complexo e difuso. O objetivo deste artigo é contribuir para o avanço dessa discussão, identificando pontos de convergência entre as considerações do Jovem Marx e a tradição marxista não-ocidental. O texto procura demonstrar que esta última tradição enriqueceu a noção expandida de sociedade moderna que o Jovem Marx conceituou ao refletir sobre o status quo alemão do século XIX. Para isso, uma importante interpretação do marxismo não-ocidental disseminada no Brasil é instrumentalmente analisada: a Crítica da Razão Dualista, de Francisco de Oliveira. Pretende-se mostrar que ambas as abordagens construíram uma concepção de modernidade baseada numa compreensão dialéctica em que os sectores atrasados são considerados elementos da própria expansão moderna.
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